Desde que o Facebook anunciou a mudança de seu nome para Meta, muito tem se falado sobre o metaverso. Contudo, segundo um levantamento feito pela OnTheGo, uma startup de pesquisas digitais, constatou-se que o conhecimento sobre o tema e as expectativas do brasileiro com relação a essa novidade ainda é bem confuso.

Considerado como o “futuro da tecnologia”, o metaverso tem sido desenvolvido não só por Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, mas também por diversas outras empresas, como Nike e Adidas. E entender o que esse novo mundo pode trazer de diferente ao dia a dia das pessoas é fundamental, até porque ele não está tão distante assim – na verdade, muito pelo contrário.

No texto a seguir, você poderá compreender um pouco mais sobre o tema, bem como observar de que maneira tudo isso irá impactar no mercado. Confira!

O que é o metaverso?

Apesar de estar sendo discutido com mais afinco nos últimos meses, o metaverso não é algo novo. O termo, na realidade, surgiu ainda na década de 1980 com a literatura cyberpunk, mais especificamente no livro “Snow Crash”.

Por metaverso, entende-se a criação de uma nova realidade em que a pessoa pode ter uma experiência totalmente imersiva. Em teoria, esse mundo não existe – isto é, é ficcional –, porém, na prática, o que acontece é o oposto.

Com essa ideia de imersão, surgiram diversos jogos de videogame que exploraram uma parcela do metaverso, como foi o caso do Second Life, famoso jogo lançado no início dos anos 2000.

Mas não pense que esse novo mundo se limita apenas aos jogos. Com ele, será possível modificar a maneira que lidamos com várias áreas, seja saúde ou educação, e tudo isso é possível de ser observado por meio de alguns filmes lançados no final do século XX e início do XXI, como “Matrix” (1999) e “Jogador Nº 1” (2008).

Como funciona

A ideia central do metaverso é fazer com que as pessoas participem mais ativamente de um mundo virtual – e para que isso seja possível, será necessário acessar o ambiente, bem como possuir um avatar dentro dele.

Uma vez imerso nesse mundo, você poderá fazer absolutamente tudo o que já faz na vida real, como ir ao cinema, encontrar-se com amigos, assistir a um show… E assim como do lado de fora, todas essas atividades têm um custo no virtual. Todas as transações serão realizadas com criptomoedas, moedas digitais desenvolvidas a partir da tecnologia blockchain.

Como isso afeta o mercado

Como já mencionado, o metaverso irá modificar diversas áreas do nosso cotidiano, tais como:

Entretenimento

A primeira coisa que vem à mente das pessoas quando se pensa no metaverso é a possibilidade de se divertir de maneira mais fácil e prática. E se parar para pensar, isso realmente acontece.

Dentro de jogos, por exemplo, além da diversão que eles proporcionam, há também a possibilidade da apresentação de shows. Exemplo claro disso foram as que ocorreram no jogo Fortnite. Artistas como Ariana Grande, BTS e Travis Scott já se apresentaram para várias pessoas de diferentes partes do mundo – e tudo por conta de um único jogo.

Conteúdo

Hoje em dia, a produção de conteúdo é muito importante para várias marcas. E com a chegada do metaverso, elas já estão pensando em maneiras de usá-lo ao seu favor.

Ainda não se sabe ao certo de que maneira tudo irá acontecer, mas já se tem conhecimento de que empresas como Disney e Netflix estão criando experiências nesse outro mundo.

Trabalho

Com o crescimento do trabalho remoto, algumas soluções já estão sendo testadas por empresas de tecnologia para que reuniões deixem de ser apenas uma videochamada e passem a ocorrer de maneira muito mais imersiva.

É o caso da Microsoft, que criou o seu próprio metaverso para que o uso do aplicativo Teams passe a ter um novo significado a milhares de trabalhadores ao redor do mundo.

Como as marcas estão agindo

Inúmeros metaversos estão sendo criados, principalmente por grandes empresas, como Apple, Facebook, Amazon e Google. Por já terem uma boa base tecnológica, tais corporações estão em busca, agora, de atrair pessoas para essa nova realidade.

Conheça abaixo alguns projetos que estão sendo desenvolvidos:

Adidas

A Adidas adquiriu um terreno dentro do jogo The Sandbox e tudo indica que, ali, será construído um espaço próprio, chamado de “adiVerse”. Nele, produtos exclusivos serão ofertados em forma de NFT, como roupas e kits.

Nike

Gigante do esporte, a Nike também comprou um espaço virtual em um jogo, só que no Roblox. Com a “Nikeland”, nome dado ao metaverso da Nike, os usuários do Roblox poderão equipar seus avatares com NFTs da marca, além de praticar esportes.

Games

Muitos jogos já proporcionam uma realidade paralela aos seus jogadores. Contudo, com o metaverso em alta, as experiências serão ainda mais imersivas e completas às pessoas.

Dentre os games que já apostam nessa vertente, estão:

⦁ Decentraland;
⦁ The Sandbox;
⦁ Second Life;
⦁ Roblox;
⦁ Fortnite.

Expectativas para o futuro

Ainda não se tem nada definitivo sobre o metaverso, até porque, de fato, ele é um organismo extremamente vivo e está evoluindo dia após dia. Muitos especialistas da área de tecnologia afirmam que essa novidade ainda é algo experimental. Sendo assim, muita coisa pode acontecer e surgir quando menos esperar.

O mais importante de tudo, neste momento, é fazer com que as pessoas entendam o fenômeno e saibam como utilizar as potencialidades desse novo mundo em prol de si mesmas. Só que isso pode durar anos, até mesmo décadas, e é por isso que a educação deve começar agora.

Algumas situações já podem ser conferidas, como a visita a museus localizados em um espaço geograficamente diferente ao seu ou o treinamento de sobrevivência em caso de desastres ambientais, como já tem acontecido no Japão.

A tecnologia está a pleno vapor e muita coisa tem acontecido ao mesmo tempo – e nós da Hangar Digital estamos sempre de olho nessas novidades do mercado. Inclusive, recentemente trouxemos um texto sobre Web3 em nosso blog, um dos pilares para que o metaverso possa funcionar.

Vale a pena a leitura!



Por: Luís Felipe de Andrade

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